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Meu amigo sino-galego

Meu amigo sino-galego

Diego Bernal

Sempre que a vida mo permite gosto de passar os meses de verão na aprazível Maianca, no concelho de Oleiros.

Maianca é freguesia de Mera, vila marinheira da antiga comarca das Marinhas. Tem Mera, perto da orla da praia, um bar de nome Naipai.

UnknownDurante muitos anos Naipai era para mim um enigmático vocábulo de sonoridade asiática. A hipótese chinesa foi a primeira que pairou pola minha mente. Depois de bazares e restaurantes, os chineses estám a abrir bares, pensei.

Porém, Naipai, acabou por nom ser um primo afastado de Pai Mei, aquele personagem chinês de Tarantino, senom umha simples aglutinaçom dos corriqueiros substantivos nai e pai, que é como neste lar atlántico das Marinhas, de cultura galego-portuguesa, som denominados os nossos progenitores.

Talvez fosse por isso que quando o professor Xoán Lagares ia visitar a Universidade Federal de Viçosa e foi confundido com um palestrante chinês pensei no Naipai de Mera e nas confusons que as línguas podem gerar por pequenas mudanças na maneira de serem grafadas.

-Xoán é um professor galego como eu –esclarecim à turma de alunos brasileiros.

-Mas como assim? Por que tem esse nome esquisito? –perguntárom.

Nem é tam esquisito –retorquim. O único que aconteceu foi um simples ensurdecimento da sibilante inicial, como acontece no nordeste com a expressom o xente e umha pronúncia arcaizante do sufixo final, própria de falas galegas e do norte de Portugal, como ainda é grafado nos paradigmas verbais do português. Daí João deu Xoán.

praia de mera-Mas professor, por que não escreve João então?

-Sorrim, e pensei, mais umha turma de indesejáveis lusistas!

Em todo o caso, eu apenas queria dizer-vos que meu amigo e compatriota sino-galego, Xoán Lagares, acaba publicar no Brasil o livro Qual política linguística? Desafios glotopolíticos contemporâneos e estou com muita vontade de o ler.

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