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Para sobrevivência dos povos, a manutenção de suas culturas

Para sobrevivência dos povos, a manutenção de suas culturas

Claudia Weinman

Construir as belezas que encontramos na maior parte do ano colorindo as cidades, é resultado de muito trabalho dos povos indígenas, Kaingang, Xokleng, Guarani, e tantos outros que encontram-se divididos por este mundo a fora. Na Terra Indígena Marrecas, no Paraná, o povo Kaingang resiste em preservar a sua cultura com a produção de artesanatos.

Todos os dias, crianças e adolescentes, seguindo as orientações dos experientes, dedicam tempo a pensar na cultura, no trabalho e especialmente, na natureza, de onde são extraídos os materiais para elaboração dos artesanatos.

Ivan Bribis Rodrigues, é indígena Kaingang. Ele, sua companheira Cristina Bandeira, cunhada Cristyelli Bandeira, e Marilene Bandeira Luiz, que também faz parte da família, auxiliam as crianças e os jovens na confecção dos artesanatos. “Precisamos fazer com que as crianças saibam e compreendam a sua origem, cultura e consigam mantê-la”, destacou Ivan.

Preocupados com a natureza e a preservação ambiental, Ivan salienta que um dos objetivos de incentivar os jovens a construírem artesanatos é que eles também possam auxiliar no plantio de araucárias e outras árvores nativas. “É necessário que nossas crianças e jovens tenham consciência ecológica, ajudem a cuidar do nosso espaço, de nossas matas, e de todas as coisas que seus antepassados preservaram”, disse ele.

A cultura do cuidado

Toda a conjuntura história indígena, está relacionada com seu entendimento sobre a terra. É indispensável para compreensão dos estudos sobre os povos autóctones, o conhecimento sobre o chão indígena. Se para o europeu e seus descendentes a terra é uma propriedade privada e possui um dono, para os nativos essa relação não existe. Defendiam que a terra não tem valor comercial e é coletiva, ou seja, pertencente a todos. A única propriedade individual do indígena era a ferramenta do seu trabalho, como exemplo, o arco e a flecha. Nem mesmo o produto do seu trabalho, no caso a caça, pertencia a si mesmo, devendo ser repartida com a família.

Bem como a domesticação de plantas e animais, o artesanato é uma forma de subsistência. São comercializados nas cidades em diferentes datas do ano, que é quando as famílias viajam para conseguir dinheiro e comprar agrados para suas crianças, além de alguns itens importantes para sua sobrevivência. “A gente faz estes artesanatos e vende na cidade. Agora com a internet ficou mais fácil também divulgar o nosso trabalho”, acrescentou Ivan.

Para conhecer parte dos trabalhos realizados pelo povo Kaingang do Paraná, fotos estão disponíveis no link: https://www.facebook.com/migfer.kaingang?fref=ts.

Na prática, vídeo mostra crianças e adolescentes aprendendo a fazer os artesanatos na Terra Indígena Marreca, no Paraná.

https://www.facebook.com/migfer.kaingang/videos/vb.100011529183920/114858948908411/?type=3&theater

Contribuição de Pedro Pinheiro (PJMP-PJR-SC).

Foto: Arquivo Kaingang- Ivan Bribis Rodrigues.

Fonte: Desacato.

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